Antônio Pereira
Tavares Neto[1]
(UPE)
José Ricardo Tomé dos Santos
Jackeline Câmara
prof.jackelinecamara@gmail.com
[1] Graduado
em Letras pela Universidade de Pernambuco. Pós Graduado em Língua, Linguagem e
Literatura pelo Cintep Faculdade/João Pessoa. E-mail: califaantonio@gmail.com
RESUMO
A Noite é acolhedora dos medos e ao
mesmo tempo narratária de uma consciência que transita por entre os “porões” da
inconsistência humana. Neste artigo o delírio, pensando-o freudianamente, é
estruturado, exercendo uma função para o sujeito. O repouso é uma tentativa de
cura, um reparo diante do mundo mesmo que a organização, significante, por sua
vez, não seja partilhada. Estamos diante de uma metáfora: a consciência humana.
No poema de Augusto dos Anjos, este em análise, vemos um morcego, a consciência
noturna, quando nos recolhemos na escuridão do quarto, à noite, e que por mais
tenebrosa que seja nunca deixará de ser caótica em nossas percepções. Dito
isso, o objetivo deste artigo é refletir a consciência humana através da
metáfora do morcego, cuja experiência nos permite reavaliar a vida e suas
narrativas as quais repousam num “caos organizado”. Mesmo que a realidade fique
difusa, entre a luz e a as trevas a reparação dos delírios é uma necessidade a
qual não dá para controlar e que se torna urgente à manutenção de seu reparo.
Para melhor acolher essa consciência convidou-se Freud (2014), Porcher (2018), Stake (2000) e outros para refletirmos conjuntamente
sobre esse devaneio que é coletivo na sua essência no sentido de que todos
partilham desse processo de imersão em si mesmo quando dentro do medo a luz das
trevas em quatro paredes. Desse modo, nosso trabalho, também, não só analisa a
consciência humana a partir da metáfora de O Morcego, poema presente na obra
“Eu”, de Augusto dos Anjos como sugere uma reflexão sobre a consciência
coletiva e seus delírios, devaneios, pois tudo depende da ótica das ideias as
quais deformadas pelas formas não lineares da mente.
Palavras-chave: O Morcego. Consciência Humana. Delírio. Augusto dos Anjos.